Arquivo do mês: agosto 2009

Fuxico na reta final XIV: Nilson

Blag, Agosto 31, 2009
Venha: vai ser divertido! (veja o post original aqui)

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caixa-preta

Vai ser a culminação de três meses de farra. Uma gincana que começou com o convite de Maria Sampaio; depois teve as reuniões com Claudius Portugal, que levou para casa e selecionou os textos do Blag, esses mesmos, que vêm sendo postados aqui em primeira mão por tanto tempo, e do Continhos de Maria; e alçou vôo com a ideia de Marcus Gusmão para um hotblog, esboçada na festa de São João do Crear e depois concretizada com brilho e paixão, obra-prima de bloguismo militante e amizade sem limites.

Dois meses de carinho intenso de tanta gente, a começar pelo que estava implícito no convite de Maria; pelo carinho de Claudius pela literatura baiana em suas muitas facetas, incluindo esse meu nicho aqui num canto qualquer da blogosfera; pelo carinho de Marcus, de Ana Lívia, nossos marqueteiros, e de todos os que embarcaram no espírito da coisa e reservaram, reservaram, reservaram: 200 vezes reservaram, o meu e o de Maria, para nosso espanto e, claro, nosso absoluto contentamento.

Passei o dia de sábado autografando os livros reservados, e posso dizer, portanto, que, ao pisar o sacrossanto ladrilho da Livraria Tom do Saber, dentro de algumas horas, não serei mais ‘vilge’ de autógrafos: já terei assinado essas dezenas de livros, pois, pois. Não, não significa que chegarei lá me sentindo “o” escritor: ainda me pergunto mesmo se sou um escritor. Um poeta, vá lá.

Um poeta realizado com seu primeiro livro belamente cinzelado por Marcelo e André Portugal, os meninos brilhantes da P55 Edições. Um poeta curioso a respeito de como as pessoas vão receber esse pequeno gesto de amor chamado ‘Caixa Preta’. Amor não às letras, necessariamente: às vísceras, talvez. Não que se trate de textos viscerais, por assim dizer: mas rituais, quem sabe, dispostos a buscar alguma revelação ao remexer nessas nossas vísceras, alvíssaras.

Curioso, aliás, como qualquer um que se mete a artista e quer saber o que acharam, desde que o mundo é mundo.

E verborrágico: afinal isso aqui era só um post pra dizer, a algumas horas da grande festa: nesta terça, 1º de setembro, das 17h às 22h, venha para o lançamento dos nossos livros, o meu ‘Caixa Preta’ e o de Maria, ‘Continhos para cão dormir’. Simples assim.

E me dou conta de que acabo de subverter o bê-a-bá do jornalismo e botar o que interessa no final do texto. Mas aqui eu posso: aqui, desde o começo, quem manda é o poeta, não o jornalista!

Pra você que costuma passar por aqui, ou que acaba de chegar até aqui: apareça! Vai ser um grande prazer e um divertimento entre amigos, e vamos poder trocar dois dedos de prosa em torno de como uma gaveta aberta na blogosfera pode virar de repente um exemplar dessas Cartas Bahianas, que vêm sendo lançadas ao mundo desde o verão de 2009. Você, visitante do blog, por definição é o primeiro leitor: o mais íntimo de todos, portanto!

Então é isso. E para deixar bem claro, vou repetir o que reza no convite da P55. Ele diz assim, e é exatamente o que queremos dizer:

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!!!

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Fuxico na reta final XIII: Aeronauta

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saberMaria e Nilson
Conheço essa menina linda há muitos anos, pois que fui sua vizinha em 1958, no Chame Chame. Não sei se ela se lembra de mim desse tempo, quando eu ficava espiando de longe seus belos vestidos, costurados com tanta delicadeza por sua mãe. E depois retratada com tanto, mas tanto amor, por seu pai. Lembro-me que brincávamos juntas, de muitas brincadeiras, como boca de forno, cozinhado, pula-corda. E eu, que sempre tive medo de cães, aprendi com ela a amá-los.
Eis que se passaram anos, e um dia ela me achou na blogosfera. Foi no São João do ano passado. Amizade reencontrada, maravilhosa, que me rendeu outras. Com ela vieram Bernardo, Janaína, Judith, Edu, e muitos muitos outros seres desse mundo, inigualáveis. Com ela vieram para minha vida, como presentes que nunca findam, sua fotografia e sua literatura.

O rapaz bonito, também aí em cima, chama-se Nílson, e eu o conheci há um ano. Detectei a beleza de sua alma num dos posts mais corajosos que escrevi. Claro, porque a beleza precisa ser dita, proclamada a todos os ventos, sem nenhum pudor. Tal beleza nasce da conjunção do poeta e do homem que o habita. Tanta humanidade só pode resultar em poesia. É um dos mais completos poetas que conheço.

Essas duas pessoas lindas se encontrarão, amanhã, no Tom do Saber, autografando seus livros, para minha felicidade. Estarei lá, vestida a la década de 50, na fila de autógrafos. O convite está anexado: vamos juntos?

*Não aprendi ainda a colar imagens. Era para todas ficaram lado a lado. Não acertei fazer tão difícil coisa. (obs do editor de prosa & Verso: Aeronauta, aqui a gente deu um jeito. A imagem foi enviada para você)
Foto de Nílson: Maria Sampaio.
Foto de Maria Sampaio: Mirabeau Sampaio, 1958.

“Eu me considero uma pessoa de sorte”

Maria, terça-feira passada, no encontro no mezanino da Piola.

Fuxico na reta final XII: Nelson

Gramática da Ira

Domingo, 30 de Agosto de 2009
Bons Livros São Bem Vindo (Veja post original aqui)
Prosa e Poesia em Lançamentos

Maria Sampaio e Nilson Galvão, em 06 de Julho de 2009. Foto Marcus Gusmão

Dois motivos pra sair de casa no dia 1º de setembro
1. Continhos para cão dormir- Maria Sampaio – Contos
2. Caixa Preta – Nilson Galvão – Poemas

Esses dois humanóides aí da foto são o Nilson Galvão e a Maria Sampaio. Num dos colos, um “vulgar” cachorro pelo jeito “único”; no outro, um bicho inusitado: o lustroso rinoceronte “cara de pau”.Antes de tudo, a maior parte do elenco que segue nesta postagem, inclusive este que vos fala, acompanhou Lassie e vibrou com os Herculóides! Difícil não ativar nossa memória afetiva com essa foto tirada pelo Marcus Gusmão.

O Nilson Galvão, um amigo da família, blogueiro e poeta, está lançando seu primeiro livro. E não está sozinho, pois divide o lançamento com sua grande amiga, colega e parceira de lutas Maria Sampaio. Ambos fazem parte, a partir de agora, da coleção “Cartas Bahianas”.

O Marcus Gusmão, nosso fotógrafo acima, escritor e blogueiro que tenho aprendido a admirar mais a cada dia, faz um trabalho sensacional de divulgação na net; e uma moça, a Emilia, grande amiga da patroa aqui de de casa, cuidou do release.

E assim segue nossa ciranda de amizade, luta, arte e familiaridade…

Em comum, o respeito por nossas diferenças contidas ou expressas, em público ou no particular. Mas, na real mesmo, o que, definitivamente, nos uniu de maneira global foram nossas crianças, ou seja, nossos filhos. O aniversário do Caio, filho do Nilson e da Emília, tem sido a base do cimento que verticaliza esta fortaleza exata de pedras disformes que estamos criando – e mantendo – inclusive literariamente agora.

Ah, sim!, o Marcus Gusmão é um desses caras que fazem a roda rodar!

Mas o assunto principal aqui, e de interesse geral, sãos os dois bons livros-missivas que serão lançados nessa terça-feira, dia primeiro de setembro…

- E aí, nos vemos lá?

(Nelson Maca – Blackitude.Ba)
……………………………….
maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saber
- Vamos ao release então
:

Continhos para cão dormir (Maria Sampaio) e Caixa Preta (Nilson Galvão) fazem parte da coleção ‘Cartas Bahianas’, da editora P 55.

No hotblog http://mariaenilsonmil.wordpress.com/, é possível conhecer a trajetória de cada um dos autores, ter acesso por um link aos seus respectivos blogs e, é claro, reservar com antecedência as publicações, que serão entregues pessoalmente e com dedicatória no dia 1º de setembro, na Livraria Tom do Saber (Pirâmide do Rio Vermelho).

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Maria Guimarães Sampaio

Escritora e fotógrafa – com imagens que ilustram livros e capas de discos de gente como Aninha Franco, Mabel Velloso e Jussara Silveira – lança o seu terceiro livro, Continhos para cão dormir, uma seleção de contos publicados inicialmente de forma artesanal e distibuída entre os amigos e que depois ganhou as páginas da internet (http://continhosparacaodormir.blogspot.com).

Os outros dois títulos – Estrela de Ana Brasila e Rosália Roseiral – saíram pela Record.

Apesar da experiência anterior, ela diz que a rede criada em torno dos ‘Continhos…’ na internet transformou o lançamento numa ‘coisa inteiramente nova’. ‘Deu certo essa invenção de fazer o casamento do correio nagô, uma coisa extremamente baiana, com a internet; é a modernidade baiana!’, brinca Maria, que em 2008 foi contemplada com o prêmio Talentos da Maturidade.

caixa-preta.Nilson Galvão

para o jornalista, a publicação dos contos de Caixa Preta inaugura a sua produção em ‘livro de verdade, de papel’. Há dois anos e meio, no entanto, seus poemas podem ser lidos no endereço http://nilsonpedro.wordpress.com/.

‘No meu caso, o livro é a materialização dessa experiência mágica, o blog, onde a minha proposta, desde o começo, é publicar os poemas direto na internet, à medida que são feitos’, revela o escritor, para quem a interface virtual funciona como uma extensão das páginas dos velhos bloquinhos onde costuma escrever seus poemas.


Par
a saber bem mais:
http://mariaenilsonmil.wordpress.com/caixa-preta/


É no dia 01 de setembro de 2009, terça-feira
Lá na Na Livraria Tom do Saber – das 17h às 22h
Fica Rua João Gomes, 249 – Pirâmide do Rio Vermelho .

Postado por Nelson Maca às 22:54 3 comentários

Fuxico na reta final XI: Maria

Continhos

Continhos para cão dormir
Domingo, 30 de Agosto de 2009
chegando… chegando
8 comentários

Fuxico na reta final X: Marcus

Licuri – 30/08/2009maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saberNesta terça-feria, 1º de setembro, a partir das 17 horas, na Tom do Saber, Pirâmide do Rio Vermelho.
Reservas:

http://mariaenilsonmil.wordpress.com/reservas

Prévia de Continhos:

http://mariaenilsonmil.wordpress.com/tres-continhos

Prévia de Caixa preta:

http://mariaenilsonmil.wordpress.com/caixa-preta

YouTube:
http://www.youtube.com/user/Contihosecaixapreta
Twitter: http://twitter.com/prosaepoesia

Maria Sampaio e Nilson Galvão, em 06 de Julho de 2009. Foto Marcus Gusmão

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“Este Tal Recital” num “Sarau Bem Legal”


.

Erês!

Ontem, sábado, começou, efetivamente, a existir nosso grupo de poesia infanto-juvenil: Este Tal Recital. Muito lindo… Muita alegria traduzida em leituras, conversas, lanches, e, principalmente, declamação de poesia e grandes descobertas.

Havia 08 crianças das 11 convocadas: Aline, Clara, Israel, Jamile, Lucinha Black Power, Luiza Gata, Rebeca e Tatitâmara. Uma tá tomando coragem – rsrsr (Laura), uma está doente – de leve (Maria), uma tinha gincana no colégio – imperdível, né? – (Gabriela).

Pra semana, sábado que vem, continuo com essas, que estão entre 8 e 10 anos.

Já na seguinte, chega o reforço de quatro pré-adolescentes (12 e 13 anos). Como vocês viram acima, o tal Platão tinha razão – ao menos nisso – a poesia tem mesmo espírito feminino! Mas estão chegando dois “moços” aí nessa leva da semana que vem!

São mimos
Soltos
Atrevidos
São correrias, energias, sentidos
São meigos
São troças
Falas
Sorrisos
São chuvas
Desapego lógico à tecnologia
Dourados
Ouro
São puros
Amor

.


……………………………………………..
Texto geral: Nelson Maca - Exu-Trapezunga (Eu)
Pema: “Erê”
de José Carlos Limeira (Mestre das Belas Palavras Sementes)
Fotos: daquele jeito (rsrsr)….

Veja post completo aqui: http://gramaticadaira.blogspot.com/

Fuxico na reta final IX: M.

Estranhamentos
28/08/2009

maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saberLançamento de e-amigos

Escrito por M. às 23h10
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Mais de M.
(atenção, este M. não é de Maria, é de  Estranhamentos: http://estranhamentos.zip.net/)

23/08/2009

Das adversidades

Preparação de terreno. Construção de caminho. Fortalecimento de alma. Deve haver uma razão para tudo isso.

Eu estou seguindo, e não levo pedras nas mãos, apenas estes olhos cansados.

Escrito por M. às 14h59
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09/08/2009

Dentro

dentro de mim mora uma dor

fina, insistente e calada

eu caminho os caminhos

vivo as histórias

invento todos os dias grandes motivos para cantar

mas dentro

bem dentro de mim habita uma dor

fina

ancestral

e calada

Escrito por M. às 13h29
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30/07/2009

Soluço

todos os meus soluços são relâmpagos

anunciam trovões e tempestades

mas apenas anunciam

todos os meus gritos são soluços

todos os soluços silencio

Escrito por M. às 09h02
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19/07/2009

Amor natural

um corpo cai sobre a relva

outro corpo cai sobre o corpo

Escrito por M. às 19h18
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Na pirâmide do Lelé

29/08/2009

Encontro prévio no mezanino da Piola. Vamos lá de novo?Encontro prévio no mezanino da Piola. Vamos lá de novo?
.

Gosto de todo ambiente criado por Lelé. Das amplitudes dos ambientes criados por Lelé. Das cores dos ambientes criados por Lelé. Da respiração dos ambientes criados por Lelé. Talvez venha daí meu astral sempre alto quando estou na Pirâmide do Rio Vermelho. Talvez venha daí o fato de ter sempre muita gente naquele lugar concebido por Lelé.

Gosto de conversar com gente sabida, com mestres. Uma das melhores tardes do ano que passou, passei ao lado de Lelé, ouvindo o cara, conhecendo o hospital da  Rede Sarah em Salvador, uma das suas obras primas, ouvindo sobe os projetos dele para Salvador como os bondinhos como este instalado no hospital, mas que serviria também para dar acesso às cumeadas da cidade, as histórias de vida de Lelé, a visão de mundo de Lelé. Tentei  resumir tudo  nesta entrevista publicada na revista da Unifacs. Revista inventada e editada por Marcinha e Emília, com matérias de Nilson, Kátia Borges, Ana Cristina Barreto, Franciel Cruz.

A revista foi lançada na Pirâmide, Marcinha já não estava conosco. Voltaremos quase todos os que estavam naquela revista novamente para a Pirâmide, desta vez para o lançamento dos livros de Maria e Nilson.

E este lançamento tem sido a brincadeira mais bem sucedida que eu me meti nos últimos anos. Tudo dá certo. Talvez pelo alto astral permanente de Maria, talvez pelo despojamento de Nilson, tudo caminhou sem dificuldades, sem entraves. Leve.

Acho bacana o gesto de Janaína Amado, de sair do seu Maceiócio especialmente para o lançamento, da gincana de Bernardo para vir e voltar por cima do rastro, o post de Chorik com Dorival Caymmi de fundo musical, os muitos posts de adesão ao fuxico.

Enfim, vai ser uma noite bem bacana!

E encerro com um convite: depois do lançamento vamos todos ao mezanino da Piola novamente, para comemorar. Infelizmente desta vez vai ser na base do cada um paga a sua, mas, com certeza, as amizades, as e-amizades continuam!

Fuxico na reta final VIII: Eliana

O MUNDO TEM INSCRIÇOES SEMPRE ABERTAS

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Amigos que escrevem!

maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saberOs Continhos para cão dormir na Caixa Preta
Estarei lá…
E já sei que será uma festa!
Foi muito bom ter participado do Encontro de Blogueiros. Este grupo, chamado de “e-amigos” mostra quantas surpresas boas a vida na blogosfera traz. E quantas amizades vamos construindo. Uma rede generosa, criativa, feliz…

Postado por Eliana Mara Chiossi às 17:29:00 0 comentários Links para esta postagem
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Fuxico na reta final VII: Celso Jabá Chorik

Imperdível – Cartas Bahianas. Só não vai quem já morreu.
Clique na foto para saber mais!
Imperdível - Cartas Bahianas. Só não vai quem já morreu.
Eu
Minha foto Chorik
Americana, Brazil
Nuns dias mestre, noutros aprendiz.

Visualizar meu perfil completo
Nós
Nós Chorik, Nina, Zezé, Dudu e Nanda

27 de Agosto de 2009
Está chegando o grande dia! Terça-feira que vem, quando entrar setembro, meus queridos blogueiros Maria Guimarães Sampaio e Nilson Galvão farão lançamento conjunto de suas obras na Livraria Tom do Saber, que fica na Rua João Gomes, 249, Pirâmide do Rio Vermelho, Salvador.

Clique no convite e vá para o hotsite onde você poderá reservar os seus exemplares e conhecer melhor ou autores, além de saborear uma prévia de Continhos para cão dormir I, de Maria e Caixa Preta, de Nilson. Garanto que não irá se arrepender.
Os lançamentos fazem parte da Coleção Cartas Bahianas, da editora P55.
Volto em breve para contar sobre outros escritores baianos porretas, a saber Renata Belmonte, Martha Galrão, Kátia Borges, Eliana Mara Chiossi, Bernardo Guimarães, Janaina Amado, Aeronauta, Marcus Gusmão… xiii fui inventar de nominar, vou acabar esquecendo alguém!
P.S. – Sinto-me um perfeito jabá – japonês baiano.

Fuxico na reta final VI: Bernardo

Eu vou!


Eu tambem vou e chamo todo mundo pra ir. Dois eventos imperdíveis: o lançamento dos livros dos meninos e o encontros dos blogueiros. Vai ser uma África!
Eu mesmo estou enrolado no xale da doidia; trabalho até às 14 horas, pego a estrada, largo meu carro em Bom Despacho. Atravesso de a pés, Jango me pega do outro lado, passo em casa, jogo uma água na lataria prevendo os abraços, e me mando pra Pirâmide do Rio Vermelho. Durmo na capital, Jango me devolve ao Ferry das 6:00h, pego o carro e vorto pro batente.
Mas vou!
E você aí que não vai suar metade que eu, pensou em não ir por que? Tire a bunda da cadeira a vamulá.

Fuxico na reta final V: Georgio

1º de setembro tem lançamento de Maria e Nilson.

Vocês não podem perder, para saber mais sobre esta grande festa de literatura e amizades faz um click na imagem do convite.Para saber mais clike aqui

Os livros estão lindos e ler vai ser com certeza uma delícia.

Apareçam lá, eu recomendo!!!!

Georgio Rios

Fuxico na reta final IV: Gerana

Gerana Damulakis

UMA FICIONISTA

Maria Sampaio já tem livros publicados, inclusive romances. Todavia, este será diferente: um livro esperado por um pessoal que conhece Maria do mundo virtual. E a casa dela na blogosfera acolhe muito bem. Entrando no blog continhos para cão dormir (está nos meus Favoritos), a impressão é a de que chegamos, batemos palmas para a dona da casa aparecer e logo ouvimos os latidos dos cães, que primeiramente nos viram. Muito aconchegante.
Como fiz com o poeta, segue um texto de Maria como aperitivo.

Um dia ele foi embora. Ela espera. Ele vive com outra. Ela espera. Às vezes ele aparece no décimo primeiro andar. Apenas palavras. Ela atentar, ele a negar beijos, abraços, sequer um roçar de pele. Recostados – ela nem lembra se assistindo tv ou escutando música: os braços se triscam. Sem oferecimentos nem recusas. Amaram-se com o amor inteiro que se negaram. Treparam de cima pra baixo e de baixo pra cima em gozos intensos, profundos, molhados.
Maria Sampaio

Dia 1º de setembro, na Livraria Tom do Saber, na Pirâmide do Rio Vermelho, acontecerá o lançamento dos livros de ambos, Maria Sampaio e Nilson Galvão.

Postado por Gerana Damulakis às 22:37 0 comentários

UM POETA

Dia 1º de setembro será o lançamento do livro de poemas de Nilson Pedro. Comecei a ler seus poemas no blog Blag, do qual tomei conhecimento através de Kátia Borges, do Madame K. Acompanhei o crescente entusiasmo de todos da blogosfera que, fielmente, visitam a casa virtual do poeta. Fomos, porque estou incluída, nos encantando cada vez mais com a produção poética de Nilson Pedro. É grande a expectativa e é grande a alegria: queremos ter o livro nas mãos. Quanto à poesia, já sabemos (já sabíamos faz tempo) que ele é um poeta. Duas ou três vezes pedi seus poemas, quis trazer para o Leitora e fiz as postagens. Poucos dias antes do lançamento, seguem alguns versos para curtir a espera.

BEM DANADO
Nilson GalvãoQuase não, quase nunca
não. Ou sim, ó velho
sim. Nada não se diz, e
sim vai ficando evidente, nada
mais nada menos que ausência
de um canto qualquer pra nos
fazer esse bem danado, esse
bem danado, esse bem
danado.


Fuxico na reta final III: Luli

Minha foto
Luli Facciolla
“Olhos que vivem sorrindo/Riso tão lindo/Canção de paz” Luciana – Vinícius de Moraes

Há que se curvar…

Há que se curvar...
… o caminho é longo…

Deixando pra trás!

Deixando pra trás!


CONVITE

CONVITE
E reserve seu exemplar autografado! É só clicar na foto!

Fuxico reta final II: Renata

ParaPara abrir setembro com flores

Transmissão ao vivo e notícia em primeira mão

Sem título

O nerd denorex Marcus Gusmão não conseguiu conectar os portáteis e a transmissão só começou mesmo quando chegou o nerd de verdade Gerson Souza, do Salvador Alternativo: http://twitter.com/ssaalternativo Ainda hoje publicaremos um post com a cobertura. Mas veja o vídeo de uma parte do encontro, na transmissão experimental ao vivo pela internet: http://qik.com/video/2670090 .
O papo fluiu bacana e  a novidade –  aqui vai a notícia em primeira mão –  foi o anúncio por Claudius Portugal dos autores das duas próximas Cartas Bahianas: a escritora e jornalista Kátia Borges e o artista plático Maxim Malhado.

Fuxico na reta final

1 de setembro

In Brodagem, amigos, evento literário on Agosto 25, 2009 at 3:05 pm

maria-sampaio-e-nilson-galvao-dia-1c2ba-na-tom-do-saber

Finalmente, o badalado lançamento dos livros de Maria Sampaio e Nilson Galvão, na Tom do Saber. As reservas no hotblog já ultrapassam 200, um sucesso. É aparecer e festejar junto.

Tuintando no prosaepoesia

prosaepoesia

prosaepoesia Logo mais, às 19 horas, na Piola, vamos bater um papo sobre prosa, poesia, blogs, literatura, mercado editorial etc etc etc…38 minutes ago from web

Siga-nos: www.twitter.com/prosaepoesia

É hoje e de hoje a oito

A sete dias do lançatamento, estremos reunidos  hoje, nesta terça-feira, blogueiros, tuiteiros, jornalistas, escritores ou simplesmente quem gosta da palavra  para um bate-papo no mezanino da Piola, das 19 às 21 horas, na Pirâmide do Rio Vermelho, mesmo bat ambiente do lançamento.

Lá estarão Maria e Nilson para falar do processo de criação e divulgação do trabalho na internet e quetais. Também estará presente Claudius Portugal, o pai da idéia das Cartas Bahianas e pai de Marcelo, o garoto que comanda a editora P55 e vai falar como a coisa funciona.

Será  um encontro informal  e a conversa se dará ao pé do ouvido, grupo a grupo, mesa a mesa. Infelizmente temos uma cota  pequena para convidados. Se você se interessou pela conversa, mande um e-mail  para carteironago@gmail.com. Ainda temos algumas vagas. E se quiser participar on line, entre no blog na hora que a gente conecta você.

E aguardamos todos de hoje a oito!
O curioso é que hoje às 19 horas o contador já vai estar acusando, corretamente, que faltam  6 dias.
Mas em bom baianês é de hoje a oito, não tem quem me tira da cabeça.

Fuxico na reta final I: Wladimir

Agregador da poesia contemporânea

24.8.09

Poemas publicados em blog viram livro: evento discute a tendência

No dia 1° de setembro, em Salvador (BA), a editora P55/Cartas Bahianas lança “Caixa preta”, estréia em livro do poeta baiano Nilson Galvão, com poemas originalmente publicados no blog Blag.

Uma semana antes, nesta terça-feira, 25 de agosto, às 19h, o livro tem pré-evento promocional no mezanino da pizzaria Piola (Rio Vermelho), com debate sobre a convergência entre literatura e internet e a presença de blogueiros e twitteiros locais e do escritor e editor Claudius Portugal, responsável pelo projeto Cartas Baianas (que publicou ao longo de 2009 um conjunto de oito livros de autores da cena soteropolitana, incluindo os poetas Vanessa Buffone e Marcos Dias).

Caixa preta” será lançado na livraria Tom do Saber (Rio Vermelho), das 17h às 22h, do dia 1° de setembro. Exemplares do livro podem ser reservados com antecedência através do hotblog Cartas Bahianas.

Em entrevista publicada no blog da editora, Nilson fala sobre seu processo criativo e suas pretensões:

“(…) deve ter um espírito poético qualquer entre a Praia da Paciência, no Rio Vermelho, e a Barra, me soprando coisas, porque 80% das ideias surgem nesse trajeto das caminhadas. Levo o celular com gravador de voz pra ficar gravando o que ocorre. (…) o que escrevo funciona sempre como uma espécie de investigação em torno das minhas questões. Tipo: isso me ajuda a entender essa coisa maluca que é a vida, e em muitos níveis: do mais sagrado ao mais prosaico. Mas é muito difícil exprimir ‘a realidade’ e não tenho muita ilusão quanto a isso: talvez ‘roce’, às vezes, mas em geral é como se estivesse tateando, percorrendo a orla, como nas caminhadas a partir do Rio Vermelho”.

Ilê Axé Opô Aganju

Foto: Haroldo Abrantes

Convite:
Vamos nos encontrar dia 27, quinta-feira, às 19 horas no Palácio da Aclamação.
Lançamento do livro OBARAYÍ, biografia do babalorixá Balbino de Xangô. Os textos são de Agnes Mariano e Aline Queiroz.

Imagine um livro de 600 páginas com mais de mil fotos! Os fotógrafos são: Pierre Verger, Mario Cravo Neto, Dadá Jacques, Marisa Viana e Haroldo Abrantes.

Até.
Post decalcado de Maria Muadiê: http://mariamuadie.blogspot.com/2009/08/obarayi.html

Repasse

Maria Sampaio e Nilson Galvão dia 1º na Tom do Saber

Ravic está chegando

Um Náufrago que Ri,  de Rogério Menezes, traz a decadência financeira e existencial de um homem sob o ponto de vista do seu gato.
O livro chega às livrarias esta semana, mas Shirley Pinheiro manda avisar que o blog já está no ar. Confira aqui.

Fotogenia

Então, para ajudar a promover o lançamento do livro de poemas do meu colega Nílson Galvão, eu recomendei o evento em uma publicação interna do trabalho que sairá na próxima semana. De quebra virei garota-propaganda, com direito a foto e tudo.

E essa é a parte chata da história: fotografia. Porque mais ou menos desde que eu deixei de me parecer com um bebê fofinho, conto nos dedos as imagens de mim em que eu não lembre vagamente uma besta fera.

Ok, foi exagero. Talvez na maioria das fotos eu esteja mesmo com cara de quem pegou uma séria doença infecto-contagiosa. Ou mesmo, pra ser factual, talvez eu pareça a personificação da gripe suína – como na foto em que, com seis anos, eu apareço de braços abertos, boca aberta e narinas assustadoramente dilatadas.

A menina entrou na sala e apontou o revólver, digo, a câmera, para mim, não sem antes perguntar se eu não iria me arrumar um pouquinho. Quase que eu digo “não adianta não, menina”, mas ao invés, chamei minha colega, que passou rímel nos meus cílios de abano e tanta sombra em pó nas pálpebras que, se pingasse uma gota d’água, aquilo viraria a mais forte argamassa e nunca mais eu abriria esses lindos olhos de novo.

Pronto, pronta. Luxo!, diria minha amiga. A fotógrafa só pediu que eu encostasse na parede. “Vai ser uma 3×4, sorria”, ela dizia. Ora, eu sorri, eu fiquei séria, eu prendi e soltei os cabelos, eu entortei a cabeça pra esquerda, pra direita, mas a pobre fotógrafa só parecia cada vez mais desconsolada.

Ao final de cinco cliques, posso dizer que tínhamos prontas: uma foto para a propaganda da OMS sobre os níveis de alerta da nova gripe, uma sobre os efeitos de alimentação junkie + vida sedentária, a foto do “antes” para o próximo programa “10 anos mais jovem”, uma pra campanha de vacina contra febre amarela e, como decretou a mesma colega que me maquiou, um poderoso espanta-mosquitos

!

por Joana Rizério

La vie en close:
www.la-vie-en-close.blogspot.com

Cinco perguntas para Maria Guimarães Sampaio

1) Há algum significado nesta coleção e neste seu livro? Algum objetivo?

Maria Guimarães Sampaio – Quando vi a primeira divulgação de Cartas Bahianas, já gostei antes de ler o que seria. Aí gostei mais, e tenho gostado do já publicado e fiquei feliz ao ser convidada. Além do jeitinho físico das Cartas Bahianas ser bem a cara de meus “Continhos para cão dormir”. Meu objetivo ao publicar, sempre, é ter leitores. Adoraria ter muitos leitores porque escrevo para ser lida, nunca para engavetar. Antes de ter editora imprimia em casa e dava/emprestava aos amigos. Talvez daí mantenha o hábito de ter muitos “primeiros leitores” antes do livro ser registrado e mandado para a editora.

2)Sendo cartas, é difícil encontrar correspondência do que se quer dizer em palavras? Correspondência não só na linguagem, mas também leitor? Vamos lembrar que correspondência está na raiz de cartas. Cartas Bahianas.

Maria Guimarães Sampaio – Pois… No primeiro momento referido lá em cima, eu pensei que seria publicação de CARTAS de mesmo. De repente você me dá a ideia de sentar e inventar dois personagens e uma correspondência.

3)Escrever é conseqüência de sua vida – pensamento, sentimento, sensações, olhares, atos, etc, ou o que é esta realidade para sua escrita? Ou que realidade é esta que vocês estão escrevendo? E nesta escrita há uma construção ou reconstrução disto que chamam realidade? Ou da escrita? E a Bahia nisto?

Maria Guimarães Sampaio – Provavelmente, mesmo quando meus personagens vivem no Golfo… Estão mesmo é na Bahia. Mania de grandeza? Por ser golfo maior do que baía?

Ouvi um cara na TV dizer que artista é o esquizofrênico que deu certo. Eu diria que é o esquizofrênico que deu errado – ou seja, a doença não alcançou o indivíduo que teve a capacidade de transformar em arte toda aquela outra existência criada dentro de si em vez de sucumbir aos delírios e outras deformações mentais provocadas pela doença.

Vinda da experiência na fotografia – onde posso criar em cima da realidade sempre presente (não manipulo fotografia com fotochóps da vida), na literatura creio que tudo é tudo e nada é nada. Um amálgama tão amalgamado entre ficção e realidade…

Também já li de alguém a considerar que o escritor está sempre a escrever o mesmo livro de formas diferentes. É por aí, eu creio. Quer se queira quer não se queira a experiência vivida pelo escritor estará de alguma forma presente em sua obra e aí vem o melhor: quando você solta seu livro (ou sua fotografia) já não lhe pertence. Será de quem o lê, será de quem a vê munido dentro de si de seu próprio repertório de conhecimentos ou de experiência de vida vivida.

Na minha escrevinhação, “Adalgisa mandou dizer, que a Bahia tá viva ainda lá”

4) Algo mais geral: Escrever é criação ou artesanato?

Maria Guimarães Sampaio – Em mim: primeiro o fogo da criação. Escrevo seguidamente, acordo de madrugada. Mando ver no toró, tororó. Depois o burilamento. Não chamaria de artesanato, seria mais uma lapidação. E para tal não marco tempo, hora, nada. Posso levar anos burilando um livro. No entremeio posso criar outro. No momento tenho um dormindo (também tem esta fase no intermédio da lapidação) e um com a ideia central estabelecida, querendo sair do toró para entrar no lapidário.

5) Enfim: O que é este seu livro? O que espera ou não há mais esperança?

Maria Guimarães Sampaio – Quanto à esperança diz o dito popular ser a última que morre. A minha esperança não morrerá porque morrerei levando a esperança de ser lembrada por vocês que gostaram de mim em vida. Irei com a esperança de que meu trabalho sobreviva.

(Perguntas enviadas pela p55)

Cinco perguntas para Nilson Galvão

1) Há algum significado nesta coleção e neste seu livro? Algum objetivo?

Nilson Galvão – A coleção é um achado, porque vai contra a maré e prova que há, sim, espaço para o mercado editorial longe do Sudeste. E demonstra isso da melhor maneira possível, com autores que já estão na estrada e os que estão começando, promovendo encontros de gerações, estilos, tendências. E me empolga também o seu aspecto gráfico, extremamente bem pensado. O meu caso é de certa forma emblemático porque sou um autor pouquíssimo conhecido, meus textos foram publicados basicamente na internet e, de repente, pelas mãos de Claudius Portugal e Maria Sampaio, o selo Cartas Bahianas edita em papel esse exemplo de literatura feita exclusivamente em blog. Tinha definido que ia publicar no espaço ‘virtual’ o que fosse produzindo, sem muita pretensão, mas o resultado não poderia ser mais concreto, e pleno de significado! Quanto aos meus objetivos, nessa ordem: curtir o livro, divulgá-lo bastante, seguir nessa linha da afirmação como autor, que é tão difícil. E, claro, continuar a bater ponto no blog, que tem me proporcionado tudo isso!

2)Sendo cartas, é difícil encontrar correspondência do que se quer dizer em palavras? Correspondência não só na linguagem, mas também leitor? Vamos lembrar que correspondência está na raiz de cartas. Cartas Bahianas.

Nilson Galvão – Às vezes, sinto que, de certa forma, primeiro ocorrem palavras, frases, encadeamentos de frases, para depois encontrar correspondência com o eventual sentido que eu, ‘primeiro leitor’, queira dar. Parece coisa de doido, do tipo ‘ouço vozes’, mas frequentemente vêm situações assim. É de fato mais difícil quando faço o caminho contrário: tentar construir algo com palavras à procura de um sentido pré-estabelecido. Mas vi outro dia um autor, não lembro quem, dizer numa entrevista, que funciona assim mesmo: em uma esfera talvez inconsciente você vai criando as coisas, a partir de leituras, associações de ideias etc, e uma hora aquilo ‘eclode’. Nem inspiração nem transpiração: eclosão. Gostei dessa ‘leitura’! Com o leitor é ainda mais misterioso: quem é? O que espera? O que pensa? Acho que desse ponto de vista o livro me deixa no mesmo ponto que o blog: uma espécie de perplexidade, de curiosidade quase infantil sobre quem vai ler, como vai reagir, o que entenderá, que leituras fará – mais ricas que as do autor, talvez? E se o leitor, por outro lado, não concorda? Vira a página, fecha o livro, sai do blog? São cartas enviadas para pessoas que, na maioria das vezes, não darão qualquer retorno direto, embora você não possa descartar o impulso de Holden Caulfield, o personagem de Salinger, que tem vontade de procurar o autor e parabenizá-lo quando lê um bom livro! Mas estou curioso para saber, agora, de que forma esse meu livro-carta será correspondido!

3)Escrever é conseqüência de sua vida – pensamento, sentimento, sensações, olhares, atos, etc, ou o que é esta realidade para sua escrita? Ou que realidade é esta que vocês estão escrevendo? E nesta escrita há uma construção ou reconstrução disto que chamam realidade? Ou da escrita? E a Bahia nisto?

Nilson Galvão – Consequência total com a minha vida: a ponto de ficar claro, pra mim, que flui melhor quando faço ioga e as minhas caminhadas. Aliás, deve ter um espírito poético qualquer entre a Praia da Paciência, no Rio Vermelho, e a Barra, me soprando coisas, porque 80% das ideias surgem nesse trajeto das caminhadas. Levo o celular com gravador de voz pra ficar gravando o que ocorre. Não é que seja programático, panfletário, etc, mas o que escrevo funciona sempre como uma espécie de investigação em torno das minhas questões. Tipo: isso me ajuda a entender essa coisa maluca que é a vida, e em muitos níveis: do mais sagrado ao mais prosaico. Mas é muito difícil exprimir ‘a realidade’ e não tenho muita ilusão quanto a isso: talvez ‘roce’, às vezes, mas em geral é como se estivesse tateando, percorrendo a orla, como nas caminhadas a partir do Rio Vermelho. O outro lado: o que escrevo é a minha realidade, tanto quanto a minha vida pessoal, profissional. Exprime o que eu sou, até as muitas limitações. E a minha origem: da Bahia interior, no sertão, onde talvez faça mais sentido essa coisa meio religiosa de buscar sempre um sentido maior, etc.

4) Algo mais geral: Escrever é criação ou artesanato?

Nilson Galvão – Para mim o artesanato existe, cada vez mais, na medida em que vou amadurecendo o meu próprio método de escrever, mas a criação prevalece se considerarmos criação aquilo que falei lá atrás: uma espécie de atitude quase passiva, de deixar que as ideias fluam. O ‘método’ consistiria em pegar esse fluxo e, cada vez mais, tentar burilar os seus contornos, aproveitar os impulsos e dar uma ajustada aqui, uma polida ali. É criação e artesanato!

5) Enfim: O que é este seu livro? O que espera ou não há mais esperança?

Nilson Galvão – Este meu livro, sinceramente, é uma grande e grata surpresa. A vontade de publicar sempre existiu: participei de dois concursos literários e este ano fiquei com uma menção honrosa. Fora isso, era uma cogitação distante tomar iniciativas como ir atrás de editoras para ‘vender’ o peixe, ou bancar uma edição com dinheiro do próprio bolso. Era ‘escritor de gaveta’ até dois anos e meio atrás. Fiz o blog pensando que era justo que os amigos, a família, meu filho soubessem que havia essa dimensão na minha existência. O livro pelas Cartas Bahianas extrapola essa expectativa, e muito! Sinceramente, não sei o que espero: é muito recente, a despeito dos 40 anos, essa coisa de ser chamado de escritor e me reconhecer como tal. Tendo em vista a maneira como as coisas se deram, posso dizer que há muita esperança, porque ela não tem tamanho: o que vier é lucro!

(perguntas enviadas pela P55)

A editora

Com a publicação desde janeiro de 2009 desta nova série, Cartas Bahianas, já tendo lançado os livros Para uma certa Nina, de Adelice Souza; 3 vestidos e meu corpo nu, de Marcus Vinícius Rodrigues; Aqui, de Vanessa Buffone; O sol que a chuva apagou, de Állex Leilla; Vestígios da Senhorita B., de Renata Belmonte, As receitas de Mme.Castro de Aninha Franco; Ananke de Marcos Dias; e Ao longo da linha amarela de João Filho, a P55 edições (www.p55.com.br) dá prosseguimento as edições que vem realizando na consolidação de um catálogo com autores da Bahia através de uma coleção específica para prosa e poesia contemporânea.

A P55 edições tem entre seus últimos lançamentos no catálogo, Artesanato da Bahia, de Marisa Vianna, lançado em agosto, e em junho, o infantil O reino da cana verde e outras histórias, de Eduardo Lopes. Mas suas publicações contemplam títulos diversificados como Cantos, Contos e Contas, de Viga Gordilho; Novas pinturas de Sante Scaldaferri, de Claudius Portugal; Forma e cor na arquitetura de Fernando Peixoto, fotos de Silvio Robatto e textos de Emanoel Araújo, Francisco Senna e Pasqualino Magnavita; O olhar inventa o mundo, de Cacilda Povoas; Bala, de Luís Turiba,; 3 histórias, de Luis Henrique, reunindo as novelas “Não foi o vento que a levou”, “O senhor capitão”, e “A heróica morte do combativo guerreiro”, produzida como edição comemorativa dos oitenta anos deste historiador e escritor; O Bom Comer, de Sandra Gordilho; Bahia – 20 Postais, de Sérgio Rabinovitz; O Caminho do Mar, de Maria Salles; 3 x Novos Novos, de EdsonR; Histórias e estórias da capoeiragem, de Mestre Bola Sete; O pólo petroquímico de Camaçari, de Adary Oliveira, e livros de fotos de Marisa Viana.

Também no feitio de coleções a P55 edita “EtnoBahia”, tendo lançado os livros  Candomblé – Tradição e Mudança, de Júlio Braga, e Bahia negra na coleção do Museu Tempostal, de Jéferson Bacelar e Cláudio Pereira; a “Coleção A/C Brasil”, em parceria com o Theatro XVIII, coordenada por Aninha Franco, com os títulos: Memória a respeito dos escravos e tráfico da escravatura entre a Costa d´África e o Brasil, de Luís Antônio de Oliveira Mendes; O animismo fetichista dos negros baianos, de Nina Rodrigues; A raça Africana e seus costumes na Bahia, de Manuel Querino; A destruição de Angola Janga, Correspondência da Guerra dos Palmares; Capítulos de história colonial, de Capistrano de Abreu, A arte culinária na Bahia, de Manuel Querino., e com o teatro Vila Velha, coordenado por Marcio Meirelles, os “Cadernos do Vila”, com O teatro de cabo a rabo, do vila para o interior e vice-versaHaydil Linhares – 4 peças; O teatro do bando, negro baiano e popular, de Marcos Uzel.

A P55 comercializa todos os seus livros, além da rede de livrarias e pelo site www.p55.com.br

Contatos

Editora P55  – (contato@p55.com.br) tel/fax: (71)3272 2000

Livraria Tom do Saber – (tomdosaber@gmail.com) Tel: 3334 5677 / 3331 3300

Não chore mais

A camisa é a mesma. Mas o local, o poema e o não continho são novos.

Capas saem do forno: Continhos para cão dormir I

CONTIN~2

Capas saem do forno: Caixa preta

caixa preta

O fuxico cresce mais

16 Agosto 2009

1º de setembro no Tom do Saber, às 17 hs
Lançamento dos livros:

continhos para cão dormir & caixa-preta
Maria Sampaio e Nilson Galvão

Câmera na mão, voz em off e muitas idéias na cabeça: Marcus Gusmão

Postado por Maria Muadiê às 9:11 PM 4 comentários

Olha só quem já reservou os seus

Jussara 1Jussara 2

http://www.jussarasilveira.com.br/jussarasilveira.htm

Duas palhinhas. No tubo.

Continho

continhos IUm dia ele foi embora. Ela espera. Ele vive com outra. Ela espera. Às vezes ele aparece no décimo primeiro andar. Apenas palavras. Ela atentar, ele a negar beijos, abraços, sequer um roçar de pele. Recostados – ela nem lembra se assistindo tv ou escutando música: os braços se triscam. Sem oferecimentos nem recusas. Amaram-se com o amor inteiro que se negaram. Treparam de cima pra baixo e de baixo pra cima em gozos intensos, profundos, molhados.

Maria Sampaio

Caixa preta

Coração, caixa de guardar
o que em seu couro
repercute. Caixa do peito,
invólucro do tempo, ouve
o relojoeiro maluco, que nada,
que tudo, que nada, que tudo,
que nada, que tudo.
Caixa de abrir-se diante da ciência
e negar-lhe a verdade, se o gato
morreu, se viveu, se morreu, se viveu,
se morreu, se viveu. Coração caixa oca,
bumbo da crueza, bumbo da beleza,
bumbo da incerteza.

                                                                     Nilson Galvão

O fuxico cresce

Salvador AlternativoAssunto restrito aos blogues amigos, a notícia do lançamento ganha novos ares e  é destaque no Salvador Alternativo: salvadoralternativo.com.br

F.A.Q

1 – Como faço para reservar os livros?

É só clicar na aba RESERVAS, localizada no alto do blog, ou aqui  http://mariaenilsonmil.wordpress.com/reservas , percorrer os zilhões de pedidos até o fim da lista e fazer um comentário expressando este desejo imenso de adquirir os dois, note bem, os dois livros pela pechincha de R$ 15.

2 – Como posso colocar meu blog, site, twitter, facebook, orkut, e-mal, telefone a serviço desta rede de fuxico que pretende chegar ao lançamento com 200 livros reservados?

É só clicar na aba FUXICO ou aqui   http://mariaenilsonmil.wordpress.com/e-parceiros/ e deixar seu nome e endereço eletrônico pra gente colocar você na roda.

3 – E se eu quiser reservar dois para um amigo, amiga, vizinho, ex-namorado, ex-namorada, tia, comadre, compadre,  posso?

Pode, e você ainda ganha de brinde o cartaz-poema Bailarina, de Mõnica Menezes.

4 – E se eu não puder ir no dia?
Lamentamos, vai perder uma senhora muvuca. Mas você pode dar o seu recado e saber como as coisas estarão acontecendo. Mande para o e-mail
carteironago@gmail o seu endereço no skype, g-talk ou outro mecanismo de conexão com vídeo. A gente vai se conectar com quem estiver fora da pirâmide  do Rio Vermelho

5- E onde fica esta Pirâmide?
Aqui ó: http://www.piramidedoriovermelho.com.br/

6 – Os livros são  são patrocinados? Saem por qual editora?

Nadica de nada, tudo na base das leis de mercado. Ainda bem que a procura está grande. E a editora é a P55. veja aqui: http://www.p55.com.br/

7 – Como faço para pagar?

O pagamento será feito no dia do lançamento. Você paga no balcão e entra na fila apenas para receber o livro das mãos dos autores. Vai sobrar tempo para uma conversa fiada.

8 – E se por um motivo de força maior eu não puder ir ao lançamento?

Ai você vai perder a festa. Mas poderá pegar seus exemplares autografados até 30 de setembro, na Tom da Saber.

Cem reservas

A ideia é chegar no dia do  lançamento com 200 autógrafos prontos!

Sonho de bailarina, Mônica Menezes

bailarinaMenção Honrosa do Projeto de Arte e Cultura Banco Capital, Ano VIII. Mais, aqui.

Habemus titulum

Finalmente o mistério foi esclarecido. Sim, o livro de Nilson já tem título, embora esconda mais que revele: Caixa preta.

Era o nome inicial, que depois virou Rinoceronte, que depois virou Epistola, que depois voltou a ser Caixa preta. E as opiniões de Renata Belmonte e Aeronauta pesaram na decisão.

Pronto, agora temos título também para este hotblog e estamos liberados para começar a programar os convites eletrônicos e a publicar aqui uma prévia. A partir de amanhã teremos disponíveis poemas e  continhos que fazem parte dos livros.

Cheio de cartaz

rinoceronte

O cartaz, com uma bela ilustração de Fernando Oberlaender, foi entregue a Nílson nesta quinta à noite no Solar Cunha Guedes, Corredor da Vitória, como reconhecimento pela Menção Honrosa do Projeto de Arte e Cultura Banco Capital, Ano VIII – Poesia. Mônica Menezes e Marcus Vinícius Rodrigues também foram contemplados com Menção Honrosa. Cada um saiu de lá com um pacote de cartazes para divulgar por aí as suas poesias.

A vencedora do projeto foi Maria Lúcia Martins, que lançou o seu livro ‘Conversas na noite’ junto com os das convidadas Cássia Lopes (‘Rumor das Horas’) e Cleise Mendes (‘O Cruel Aprendiz’).

Vamos tentar conseguir as imagens dos cartazes de Mônica e Marcus, que também ficaram muito legais, para publicar aqui.

E está lançada a promoção: quem reservar os livros de Maria e Nílson aqui no blog leva junto um cartaz. Quem já reservou não precisa se preocupar: o seu exemplar já está garantido!!!

Menção honrosa do Prêmio de Literatura e Arte do Banco Capital, 2009

Como adiantamos aqui, Nilson está cheio de cartaz. Foi menção honrosa do Prêmio Literatura e Arte do Banco Capital e como prêmio recebeu um cartaz ilustrado com um dos poemas do livro.

Uma prosa sobre versos com Kátia Borges

convite katia Borges

Faltam 30

DSC07048Tudo estava pronto para o teste da presença remota no lançamento, não faltou gente, não faltou conexão, mas  faltou o principal: o outro lado. Mas tudo indica que no dia vai dar certo. Quem quiser participar a distância, é só mandar e-mail para carteironago@gmail.com .

Viajo segunda-feira, Feira de Santana

Quem quiser mandar recado,
Remeter pacote
Uma carta cativante
A rua numerada,
O nome maiusculoso
pra evitar engano
ou então que o destino
se destrave longe.

Meticuloso, meu prazer não tem medida
teje aqui segunda-feira antes da partida

Viajo segunda-feira Feira de Santana

Trace aqui seu endereço
sem deixar tropeço
pode seu destinatário
ter morrido ou simulado,
pousado ou avoado
nas sentenças do seu fado…
Eu vou ficar avexado
com uma carta sem dono
le-levando a cuja,
penando sem ter pousada
batendo de porta em porta
como uma alma penada.

Viajo segunda-feira
Feira de Santana…

Mas se eu trouxer de volta
o desencontro choroso
da missão desincumprida
devolvo seu envelope
intacto, certo e fechado
odeio disse-me-disse,
condeno a bisbilhotice.

Viajo Segunda-feira
Feira de Santana…

Se se der o sucedido
me aguarde aqui no piso,
sete semanas seguidas
a partir do mês em frente
não sou letra reticente
palavra de homem racha
mas não volta diferente.
Tom Zé

É nesta segunda-feira, em Feira de Santana

CARTAZ.uefs