Fuxico na reta final IV: Gerana

Gerana Damulakis

UMA FICIONISTA

Maria Sampaio já tem livros publicados, inclusive romances. Todavia, este será diferente: um livro esperado por um pessoal que conhece Maria do mundo virtual. E a casa dela na blogosfera acolhe muito bem. Entrando no blog continhos para cão dormir (está nos meus Favoritos), a impressão é a de que chegamos, batemos palmas para a dona da casa aparecer e logo ouvimos os latidos dos cães, que primeiramente nos viram. Muito aconchegante.
Como fiz com o poeta, segue um texto de Maria como aperitivo.

Um dia ele foi embora. Ela espera. Ele vive com outra. Ela espera. Às vezes ele aparece no décimo primeiro andar. Apenas palavras. Ela atentar, ele a negar beijos, abraços, sequer um roçar de pele. Recostados – ela nem lembra se assistindo tv ou escutando música: os braços se triscam. Sem oferecimentos nem recusas. Amaram-se com o amor inteiro que se negaram. Treparam de cima pra baixo e de baixo pra cima em gozos intensos, profundos, molhados.
Maria Sampaio

Dia 1º de setembro, na Livraria Tom do Saber, na Pirâmide do Rio Vermelho, acontecerá o lançamento dos livros de ambos, Maria Sampaio e Nilson Galvão.

Postado por Gerana Damulakis às 22:37 0 comentários

UM POETA

Dia 1º de setembro será o lançamento do livro de poemas de Nilson Pedro. Comecei a ler seus poemas no blog Blag, do qual tomei conhecimento através de Kátia Borges, do Madame K. Acompanhei o crescente entusiasmo de todos da blogosfera que, fielmente, visitam a casa virtual do poeta. Fomos, porque estou incluída, nos encantando cada vez mais com a produção poética de Nilson Pedro. É grande a expectativa e é grande a alegria: queremos ter o livro nas mãos. Quanto à poesia, já sabemos (já sabíamos faz tempo) que ele é um poeta. Duas ou três vezes pedi seus poemas, quis trazer para o Leitora e fiz as postagens. Poucos dias antes do lançamento, seguem alguns versos para curtir a espera.

BEM DANADO
Nilson GalvãoQuase não, quase nunca
não. Ou sim, ó velho
sim. Nada não se diz, e
sim vai ficando evidente, nada
mais nada menos que ausência
de um canto qualquer pra nos
fazer esse bem danado, esse
bem danado, esse bem
danado.


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