Arquivo da categoria: pós lançamento

Maria e Nilson

Este blog foi criado exclusivamente para o lançamento do livro. Caso você queira saber mais sobre Maria e Nilson, vá  aos blogs dos autores

Maria: http://continhosparacaodormir.blogspot.com/
Nilson: http://nilsonpedro.wordpress.com/

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Versão de Bernardo I

Quarta-fera, 2 de Setembro de 2009

Eu fui !

A ida:
Me despenquei pelas estradas, fui parado por um guardinha rodoviário que queria prender meu carro porque ainda não paguei o IPVA/09 ( ora, e se eu quiser pagar com multa, posso não? o ano não acaba em dezembro?) mas o que resolveu mesmo foi a carteirada de médico, é infalível! Me liberou com aquele esporrinho mal treinado e não se aguentando mais, perguntou onde eu clinicava.
-“às suas ordens seu guarda!”
– “qual a especialidade do senhor? de repente, posso precisar do doutor…” ( primeiro, tenta conseguir, depois vê onde pode encaixar um atendimento pra ele, o filho, a madame, a mãezinha…).
– “Sou Legista”, respondi sem pensar. Liberado sem mais perguntas. Ainda deu pra ouvir o mantra:
– ” Deus é mais, Deus é mais, Deus é mais…”
foto da web: www,horapopular.com.br

Versão de Janaína

Quarta-feria, 2 de setembro de 2009

Foi maravilha

Amigos: já de volta a Maceiócio, quero dizer que foi bom demais ter comparecido, em Salvador, ao lançamento de Continhos para cão dormir, de Maria Guimarães Sampaio, e Caixa Preta, de Nilson Galvão, da P55 Edições, ambos pela coleção “Cartas Bahianas“, que apresenta livros pequenos, em formato de lindos envelopes, com conteúdos variados e textos de bom nível, alguns bastante inovadores.
Eu gostei do alto astral do lançamento, da alegria que reinou por lá, do mundão de gente que apareceu, da solidariedade que se sentia — quase se pegava —, de todos estarem alegres com o sucesso do acontecimento, rindo a toda hora, uns pros outros. Gostei de abraçar muitos amigos e vários e-amigos (ou é-amigos, como dizemos no Nordeste), com quem tantas vezes troquei textos, impressões, sentimentos, e agora sei também como cheiram, se são sorridentes ou mais sérios, zen ou aflitos, como são os desenhos de suas sobrancelhas, seus projetos de vida, suas famílias, nesse acerto entre imaginação e realidade, jogo que abre caminho para novas imaginações, novas perguntas … Achei Nilson mais descontraído do que imaginava, Menina da Ilha igualzinha à ótima ideia que eu fazia dela, aeronauta achei duas, a fortaleza do rosto sertanejo junto à delicadeza do corpo miúdo, e fiquei com pena de ela não ficar pra nossa pizza no final (é, lá também terminou em pizza), Bernardo eu adorei abraçar, Marcus também, Ivonete eu sentia como se já conhecesse, achei falta de Martha, e de abraço em abraço emocionado fui fortalecendo amizades, Maria feito menina, até fita no cabelo no final ela amarrou. Tantas imagens ainda nos meus olhos, Kátia Borges, Vera, Soraya, Ju, o bilhetinho de Renata … alegria. Sei mais um pouco deles, eles sabem um pouco mais de mim, e seguimos esse caminho de descobertas, encontros, surpresas: criações.

Sem fim

Quando formos ao rio de Heráclito,
vamos perguntar pelo que pode ser.
O que pode ser meu caro Heráclito,
O que pode ser, rio de mim.

Como pode uma tarde de sábado,
ou um rio de janeiro sem fim,
ou as águas de março no âmago
desse rio vermelho carmim.
(Nilson Galvão, Caixa Preta)

“Maria de Lourdes encosta vassoura no portal: Dona Norma, vou ali oiá a batucada. Roupa lascada. Pés estropiados. Boca bem beijada. Quarta-feira-de-cinzas dona Norma readmitiu Maria de Lourdes. Em novembro batizou Lurdinha.”
(Maria Guimarães Sampaio, Continhos para cão dormir I)

[Sem fotos, pois a anta aqui se esqueceu da máquina. A imagem escolhida transmite o ambiente que senti]
Postado por Janaina Amado às 17:39

Versão de Nilson

Setembro 2, 2009…3:43 pm

Enquanto as fotos não vêm…

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…quero dizer, sem boçalidade: nunca imaginei que pudesse ser tão gostoso lançar um livro.

Gostoso porque as coisas fluíram; porque as pessoas estavam de alto astral; porque a estratégia bolada generosamente por Marcus Gusmão foi fundamental nesse envolvimento de todos; porque nossa interação foi espetacular e Maria Sampaio é tudo de positivo; porque a coleção Cartas Bahianas de Claudius Portugal, Marcelo e André é um charme e um acontecimento em si; e  porque a Pirâmide do Rio Vermelho é hoje, talvez, o espaço cultural mais bacana de Salvador.

Muita gente me falando, meio surpresa, do quanto eu estava relaxado: nem tanto, inclusive cumprimentei duas vezes algumas pessoas (o HD batendo biela e o tímido meio zonzo com tamanha agitação).

Feliz, sim: muito feliz. Day after de euforia, boa euforia tipo, sei lá, quando o Brasil ganha a Copa do Mundo.

Euforia plantada na realidade: vai passando organicamente, mas você curte os hormônios ainda inquietos, sensação legal de que DEU TUDO CERTO.

Uma única, singela palavra a todos: obrigado!

É isso. Por enquanto, é isso!!!

Lançamento pode resultar em assassinato

Raskolnikof foi convocado. Aeronauta pode ir, literalmente, para o espaço. Tudo começou a ser tramado ontem, no lançamento. Enquanto não chegam as fotos, enquanto não chegam os relatos, acompanhe esta autêntica crônica de um assassinato anunciado abaixo ou veja no original aqui http://wwwaeronauta.blogspot.com/2009/09/as-irmas.html

aeronauta
Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

As irmãs

E a menina, desse jeitinho aí, vai ao lançamento de Maria e Nilson. Junto com a irmã. As duas cresceram, mas o jeito delas é o mesmo. A menina vestida de verde, eu, sempre afundando dentro da parede, sem saber direito o que fazer com as mãos. A irmã, ladina, estala seus dedos, em festa. Ela é profundamente especial: veja só o seu olhar: arteiro, espirituoso, como quem acabou de chegar de uma corrida de guerrô. Os olhos tristes da outra são uma condenação. O espanto é uma sina. Só escorando na parede é possível estar para os outros. É no lançamento de Maria e Nilson, as duas irmãs juntas, que a vestida de verde, eu, descobre os malefícios do nome que ela mesma lhe colocou a fim de mais afundar na parede. Descobre que agora só Aeronauta vive, a monstra. Aeronauta eclipsou o seu outro nome, roubou a cena. Nos dois livros, a dedicatória impressa não está para ela, eu, mas para a Aeronauta. Ela sente ciúmes, inveja, ódio dessa impostora que inventou. A irmã, na festa inteira, tenta ajudá-la, mas ela continua se comportando como nessa foto: buscando a parede como apoio frio. A irmã, risonha e espirituosa, tenta ampará-la, tirá-la do meio das estantes da livraria, mas ela quer mesmo é entrar num livro daqueles, de preferência de um que nunca será vendido. A menina de verde tem dentro de si o demônio clariceano, e quer matar uma das duas. Não a irmã, claro, a irmã será imortal nas suas mãos. Ela quer matar esse personagem que ganhou tanta vida própria a ponto de morar nas dedicatórias que seriam suas. O mal que habita o mundo infantil é genuíno, não se prendem crianças por assassinarem gatos. Ou se mata o personagem, ou se mata quem criou o personagem. Não há mais espaço para uma figura e uma sombra, uma sombra e uma figura. Como realizar o crime perfeito? Dostoievski me espreita, cúmplice, e eu pego na estante Os irmãos Karamazovi. Imagem: “As irmãs”. Década de 70.

Retrato de Mozart Santana.

Versão de Maria

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

maravilha

Estou chegando do lançamento, feliz demais para escrever um pouco.

Marcus e Nilson … ó nós! Bombamos.
Fotos de amanhã em diante.
Beijos agradecidos.
A todos.